O Mosteiro de Arouca, fundado em honra de São Pedro, foi na sua origem um cenóbio beneditino de estilo românico (século X), tendo sido reconstruído e ampliado nos séculos XVII e XVIII. Em 1210 D. Sancho I, segundo rei de Portugal, doou-o à sua filha D. Mafalda e, em 1224 sob os auspícios desta, o mosteiro passou a reger-se pela Ordem de Cister. D. Mafalda viveu neste mosteiro e aqui está sepultada, sendo o seu culto indissociável desta região que passou a ser conhecida por terras de Santa Mafalda. Dotado de um vasto património, o Mosteiro de Arouca tornou-se num dos mais importantes mosteiros femininos portugueses até ter sido extinto no ano de 1886.
Atualmente está classificado como Monumento Nacional. No interior é possível visitar a Igreja com o seu majestoso conjunto formado pelo altar-mor, túmulo da Rainha Santa Mafalda, oito capelas, vitrais, coro das freiras e um impressionante cadeiral barroco com 104 assentos personalizados. Destaca-se, ainda, o Órgão de Tubos, um raro exemplar do género, no nosso país. No exterior, os belíssimos jardins dos claustros dão acesso à Sala do Capítulo, à Cozinha Conventual e ao admirável Museu de Arte Sacra, considerado um dos melhores do género na Península Ibérica.
Os doces conventuais, herança das monjas do mosteiro, ainda hoje são confecionados em Arouca, mantendo viva a cultura cisterciense. A Bola de São Bernardo, as castanhas doces, as roscas de amêndoa, o manjar de língua e as morcelas doces, são algumas das iguarias que deverá provar! A festa em honra de Santa Mafalda realiza-se no dia 2 de maio, feriado municipal.
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